Samira Feldman Marzochi

Graduada em Ciência Política (1995), Sociologia (1995) e Antropologia (1996) pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp), teve sua Iniciação Científica na área de Sociologia do Meio Ambiente pelo Núcleo de Estudos Populacionais da Unicamp – Nepo/Unicamp (1993-1995). É mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (2000) e doutora em Sociologia da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (2009) com doutorado-sanduíche pelo programa Capes-Cofecub-Paris VII (2002), pós-doutorado pelo IFCH/Unicamp (2010-2012) e pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de São Carlos – PNPD-Capes/PPGPol/UFSCar (2013-2015). Sua experiência docente se concentra na área de Sociologia e suas pesquisas se desenvolvem no campo da Teoria Sociológica e Teoria Social, em especial Pós-Estruturalismo e Teoria Crítica, através dos temas ambientalismo, mídias digitais e subjetividade. É Professora Adjunta de graduação e pós-graduação em Sociologia do Departamento de Sociologia (DS) e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e líder do NAMCULT (Núcleo de Estudos em AMBIENTE, CULTURA e TECNOLOGIA) da UFSCar. Linha de Pesquisa: Tecnologias, ambiente e ruralidades.

Disciplinas ministradas na graduação

Pós-Estruturalismo, Subjetividade e Direitos da Natureza

Ementa
O pós-estruturalismo, ao apreender a subjetividade, grosso modo, como inscrição relacional na estrutura social e, potencialmente, ampliar esta noção aos “não humanos”, se oferece como base teórica e científica para o reconhecimento dos animais e outros seres ditos “da natureza” como sujeitos de direito. Haveria uma coincidência temporal e ideológica entre o desenvolvimento do estruturalismo/pós-estruturalismo e a emergência dos novos movimentos ambientalistas nos anos 1960/70. Ambos, estruturalismo/pós-estruturalismo e novo ambientalismo, podem ser lidos como propostas de ruptura com o antropocentrismo e a filosofia da consciência ocidentais, e, ao mesmo tempo, como propostas de substituição dos dualismos substancialistas (ex.: mente e corpo, cultura e natureza, humano e não humano, razão e sensibilidade etc.) pela lógica binária e relacional que, embora se estruture, elementarmente, por pares de oposição, é vazia de substância.

Atividades de extensão